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Extrato de Manga Africana
Por Fabiana Garcia Minucelli
Farmacêutica - Bioquímica CRF 40679
SUGESTÃO DE FÓRMULA
- Extrato de Manga Africana
- 2%
- Veículo - qsp
- 2ml
- pH
- 7,0
FARMACOLOGIA
O Extrato de manga africana consiste de extrato
das sementes de uma árvore natural da África e
do sudeste asiático chamada Irvingia gabonensis
que possui várias propriedades farmacológicas.
Estudos realizados com o extrato desse produto
comprovaram seu bom desempenho na redução
de medidas pela queima de gordura ao mesmo
tempo em que controla a deslipedemia, reduzindo
o colesterol LDL e triglicerídeos, melhorando
os níveis de colesterol HDL e diminuindo também
os níveis de glicose sanguíneos.
MECANISMO DE AÇÃO
Mais de um mecanismo de ação tem sido proposto
para explicar os benefícios da manga africana
para o organismo. Um estudo realizado por
(Ngondi et al, 2005) mostrando que a administração
oral da I. gabonensis foi capaz de reduzir
significativamente o peso corporal de indivíduos
obesos numa média de 2,91±1,48% em duas
semanas e 5,26±2,37% em um mês, em
contraste com a média de redução do grupo
placebo de 1,32±0,41% e 2,23±1,05%,
respectivamente. Este estudo duplo-cego, cruzado
e placebo controlado envolveu um total de 40
sujeitos obesos com idade entre 19 e 55 anos,
que consumiram um extrato bruto das sementes
de I. gabonensis ou farelo de aveia (placebo) com
um copo de água morna meia hora antes das
refeições. Os voluntários permaneceram sob dieta
normocalórica ao longo do estudo. De acordo
com os autores, embora a percentagem de
gordura corporal não tivesse reduzido nem no
grupo da Irvingia nem no grupo placebo, as
circunferências da cintura e do quadril tiveram
redução significativa no grupo da Irvingia. Os
indivíduos tomando I. gabonensis também
apresentaram os componentes lipídicos do
sangue significativamente reduzidos. A
concentração do colesterol total plasmático foi
reduzida em 39,21%, do triglicerídeo foi reduzida
em 44,90% e do LDL em 45,58% no grupo que
recebeu a planta. Isto foi acompanhado de um
aumento significativo de 46,85% no colesterol
HDL. As taxas de colesterol total/HDL e de glicose
sanguínea também foram reduzidas. Nenhuma
alteração significativa foi observada no grupo
placebo. Um outro estudo realizado em 2008
por Oben et al descobriram que o extrato de I.
gabonensis é capaz de inibir os adipócitos 3T3-
L1 de camundongos, amplamente utilizados
como modelo de diferenciação de adipócitos e
da biologia da gordura. Segundo os autores, o
efeito inibitório resultou da repressão da
expressão de proteínas específicas dessa
linhagem celular, tendo diminuído a atividade da
enzima citosólica G3PDH (glicerol-3-fosfato
desidrogenase) e o conteúdo de triglicerídeo
intracelular. Parece que G3PDH catalisa a
conversão de glicerol em triglicerídeo, podendo
a sua expressão ser aumentada em várias vezes
para a conversão de pré-adipócitos em adipócitos
no estado de jejum. Assim sendo, a enzima
G3PDH é o substrato para a síntese de
triglicerídeos no tecido adiposo, o que deixa claro
a importância da ação inibitória da manga
africana sobre a sua atividade. Acredita-se que
esses resultados foram mediados pela inibição
do fator transcricional PPARy que estão envolvidos
na expressão seqüencial de proteínas específicas
de adipócitos, eles são produzidos e secretados
predominantemente pelo tecido adiposo para
atuar na diferenciação dos adipócitos. Desta
forma, PPARy pode ser um importante regulador
do metabolismo de carboidratos, lipídeos e
sensibilidade à insulina, por meio do qual o
extrato de manga atuaria, de modo amplo e
vantajoso, como adjuvante no tratamento da
obesidade, diabetes e doenças relacionadas.
A manga possui também capacidade de diminuir
a leptina, sugerindo o seu potencial em inibir a
adipogênese por meio da regulação do curso
dessa proteína que, ganhando acesso ao cérebro,
atuaria normalmente na redução da ingestão de
alimento e no aumento do gasto calórico. O
mesmo estudo mostrou que o extrato de manga
é capaz de estimular a expressão da adiponectina
auxiliando na perda de peso pelo mecanismo de
estimulação do catabolismo de gordura.
Recentemente (Ngondi et al.,2009) realizou um
estudo randomizado, duplo-cego, placebocontrolado
por período de 10 semanas. Os
voluntários foram divididos em dois grupos:
placebo e IGBO131 e foram administrados
150mg (de placebo ou de IGBO131) 30-60
minutos antes das refeições. Os dois grupos
iniciaram o estudo em patamares muito
semelhantes em relação a peso corporal,
circunferência da cintura e leptina sérica.
Entretanto, até a 10ª semana foram observadas
importantes diferenças entre o grupo placebo e
o grupo experimental para peso corporal (95,7kg
vs 58,1kg respectivamente), circunferência da
cintura (101,1cm vs 88,1cm respectivamente).
Houve um decréscimo da gordura corporal em
ambos os grupos, porém o grupo que utilizou
IGBO131 obteve um resultado melhor (6,3%)
comparado com o grupo placebo (1,9%).
INDICAÇÕES
Considerando a extensa utilização da Irvingia
gabonensis e os estudos realizados recomendase
seu uso com o propósito de controlar a
absorção de lípides, controle do peso corporal e
perda de medidas na região abdominal. O
extrato de manga africana como auxiliar no
controle de peso pode ser utilizado via
intramuscular e também para tratar lipodistrofias
por aplicação subcutânea.
ADVERTÊNCIA
Pacientes com problemas de pressão ou fazendo
uso de hiper ou hipotensores, bem como
diabéticos e pessoas com problemas glicêmicos
devem procurar um médico antes de utilizar esse
produto.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1). Ngondi, J. L.; Oben, J. E.; Minka, S. R. The effect of Irvingia gabonensis seeds on body weight and blood lipids of obese
subjects in Cameroon. Lipids Health Dis, 4: 12, 2005. 2). Ngondi, J. L. et al. Glycaemic variations after administration of Irvingia
gabonensis seeds fractions in normoglycemic rats. Afr J Trad, Compl Alter Med, 3 (4): 94-101, 2006. 3). Tavares, V; Hirata, M. H.;
Hirata, R. D. C. Receptor Ativado por Proliferadores de Peroxissoma Gama (PPARR): Estudo Molecular na Homeostase da Glicose,
Metabolismo de Lipídeos e Abordagem Terapêutica.Arc Bras Endocrinol Metab, 51 (4): 526-533, 2007.



